• Maitê Vallejos

Escrever é inaugurar um olhar para as coisas


Ouvi essa frase do Marcelino Freire, numa aula do TXT, curso de literatura da Perestroika. Era 2017, na hora eu anotei no caderno e não esqueci mais. Sabe aquelas falas que mudam nossa compreensão sobre algo? Pois é.


Entendi que escrever podia ser mais do que expressar, inventar ou relatar. Podia também ser uma oportunidade de ressignificar, como quando a gente lê o mesmo livro anos depois e interpreta de outro jeito. E no movimento entre ler e escrever, estamos inaugurando novos olhares o tempo todo. Percebe?



Tenho visto pipocar pelo Instagram muitas pessoas falando sobre o #morningpages, um conceito criado pela artista Julia Cameron, que propõe escrever três páginas inteiras ao acordar. Sem filtro, só com o que vem na cabeça.


E aí a frase do Marcelino fez mais sentido ainda. A necessidade de sentir de verdade e compreender a ligação entre externo e interno tá grande.


Estamos inaugurando novos olhares, novas sensações, novos cantos da casa, novas receitas, novos hábitos. E a escrita pode ajudar a elaborar esse tanto de novo.


Percebe?

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